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Sobre um Cânone Filosófico Tupiniquim

Lúcio Álvaro Marques

Autor
Lúcio Álvaro Marques
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
69 / 1
Ano
2024
DOI
10.15448/1984-6746.2024.1.44954
Páginas
e44954
Idioma
pt
2024Lúcio Álvaro Marques. Sobre um Cânone Filosófico Tupiniquim. Veritas (Porto Alegre), v. 69, n. 1, p. e44954, 2024.3

Após a onda de desconstrução do pensamento que marcou a última década da filosofia entre nós, talvez tenha chegado o tempo do refluxo do pensamento, a saber, o tempo de debater a existência de um cânone filosófico brasileiro, justamente quando a legitimidade da ciência e, sobretudo da filosofia, é posta em questão. O ponto pede atenção: desde o século XVI, há ensino de filosofia nestas terras, então, quais seriam as razões para afirmar ou negar a existência de uma filosofia brasileira? Para responder à questão, na primeira parte deste artigo, situamos uma ideia de cânone filosófico à luz da produção acadêmica nacional; na segunda, analisamos a possibilidade de um conceito restrito e um amplo de cânone passando da literatura à filosofia; na terceira, comparamos cinco pares antitéticos de definições filosóficas de autores brasileiros e, finalmente, analisamos como a produção filosófica dentro do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) tem viabilizado ou não o debate acerca da legitimidade da filosofia brasileira.