- Autor
- Débora de Araújo Medeiros
- Orientador(a)
- PRISCILA ROSSINETTI RUFINONI
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
O período de dominação do Nacional-Socialismo inaugurou um mal sem precedentes na História. As barbaridades cometidas pelo regime, destacadamente contra o povo judeu, provocaram uma ruptura com os todos os padrões morais vigentes; promoveram “o colapso da civilização”. Ainda hoje, pairam no ar questões fundamentais que nos atormentam a todos, velhas e novas gerações: como a nação alemã civilizada fora capaz de deixar-se seduzir por uma crença tão delirante e criminosa como a de Hitler? Como foi possível o Holocausto ser perpetrado em uma sociedade desenvolvida, entre pessoas civilizadas? Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os alemães, derrotados, eram acusados de terem sido cúmplices dos representantes nazistas, responsáveis pelo extermínio de milhões de seres humanos indefesos. Diante da possibilidade de autoextermínio dos homens aberta pelo ideário nazista, a culpa alemã surge como uma marca aparentemente indelével de toda uma nação. Uma herança passada de geração para geração. Tão importante quanto entender como as pessoas mergulharam nos horrores do nazismo e da guerra é compreender como emergiram, como conseguiram superar o passado e lidar com a própria culpa. Para auxiliar-nos nesta investigação sobre a culpa alemã, convidamos dois grandes pensadores da existência humana do século XX que viveram aqueles tempos sombrios: Karl Jaspers e Norbert Elias.
