- Autor
- Janine Barreira Leandro Maciel
- Orientador(a)
- Emanuel Angelo da Rocha Fragoso
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
RESUMO.O assunto pesquisado é a análise do trabalho e a emancipação na teoria marxiana, tendo como objetivo fundamentar que no sistema capitalista, não há a realização do homem em todas as suas potencialidades, daí ser essencial a revolução que mude “o estado atual de coisas” visando à emancipação do homem. Por meio das categorias analisadas: trabalho, alienação e revolução, chegamos a exposição do processo na perspectiva de Karl Marx, pois o sistema capitalista acaba por ser exposto com todas as suas contradições. Analisando-se quais as condições de seu nascimento, desenvolvimento e destruição, emergem as condições objetivas que preparam a revolução e também o potencial desafiador que a teoria marxiana representa ainda hoje. Inicialmente, detemo-nos no estudo crítico do processo de produção, das forças produtivas, das relações sociais de produção e na divisão social do trabalho, que acarreta a divisão entre trabalho material e espiritual. A seguir fomos estudando os conceitos de alienação, fetichização e reificação, tentando demonstrar que o homem que não se realiza em seu trabalho, perde o controle sobre o produto e as condições de trabalho e ainda mais, o próprio trabalhador torna-se uma mercadoria se desumanizando, enquanto o produto de seu trabalho, a mercadoria, toma características humanas, aparecendo como tendo valor em si e por si mesma. Por último analisamos a estrutura ideológica e jurídico-política que dá suporte à dominação de uma classe sobre a outra, e a luta de classes que aponta para o momento em que a classe trabalhadora toma o poder pela revolução, destrói as velhas relações de produção e impõe seus interesses. Uma ditadura é instaurada para tornar sociais os meios de produção. Esta ditadura do proletariado levará a sociedade ao comunismo, que representa uma sociedade sem classes, uma sociedade na qual emerge o homem livre. Se for verdade que a esfera da produção material representa a esfera da necessidade, porque representa a luta permanente do homem com a natureza para a manutenção da vida, também é verdade que a emancipação é compreendida por Marx como tarefa prática humana real que seja substrato para uma organização social consciente perpassada por uma transformação do processo social de trabalho.
