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BNCC E AGENDA 2030: TENSÕES AXIOLÓGICAS E RESPONSIVIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA

Isadora de C. Penholato Ricci, Marilurdes Cruz Borges

Autor
Isadora de C. Penholato Ricci, Marilurdes Cruz Borges
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
26 / 1
Ano
2026
DOI
10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42221
Páginas
FI01
Idioma
pt
2026Isadora de C. Penholato Ricci, Marilurdes Cruz Borges. BNCC E AGENDA 2030: TENSÕES AXIOLÓGICAS E RESPONSIVIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 26, n. 1, p. FI01, 2026.3

Este artigo analisa as relações dialógicas entre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especificamente o componente “Língua Inglesa”, e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), buscando compreender como o discurso curricular responde às diretrizes globais e quais impactos esse diálogo produz na formação discente nos Anos Finais do Ensino Fundamental. A pesquisa, de caráter analítico-bibliográfico, fundamenta-se nas teorias bakhtinianas de dialogismo e ato responsável, orientando uma leitura responsiva dos documentos. Os resultados indicam que, embora haja aproximações entre a BNCC e a Agenda 2030, o diálogo entre elas é atravessado por tensões axiológicas decorrentes de desigualdades históricas, da desvalorização docente e de limitações materiais que dificultam a implementação efetiva das propostas. Assim, a responsividade da BNCC permanece majoritariamente no plano normativo, dependendo de políticas públicas estruturantes para se concretizar. O estudo contribui para o debate sobre currículo e agendas internacionais, ressaltando a necessidade de superar barreiras estruturais para que o ensino de língua inglesa cumpra sua função formativa e social.