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EXPERIÊNCIA E LINGUAGEM: PRINCÍPIOS DA HERMENÊUTICA FILOSÓFICA

LUIZ ROHDEN

Tese
Autor
LUIZ ROHDEN
Orientador(a)
Hans-Georg Flickinger
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000LUIZ ROHDEN. EXPERIÊNCIA E LINGUAGEM: PRINCÍPIOS DA HERMENÊUTICA FILOSÓFICA. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Hans-Georg Flickinger.4

O objetivo precípuo desta tese é o fundamentar e justificar a Hermenêutica filosófica enquanto Filosofia a partir dos princípios da experiência hermenêutica e da linguagem. Para tanto, no Capítulo I, apresentamos os traços reducionistas da razão moderna retomando a racionalidade retórica como alternativa para a mesma e a apresentação da concepção dos jogos de linguagem como outro modo de superar os limites da mesma. A virada, do primeiro ao segundo eixo, que chamamos de passagem da Hermenêutica epistemológica à ontológica, desenvemos sob o título de 'Hermeneutic Turn'. Em seguida retomamos e aprofundamos a concepção de 'experiência' como fio condutor - fundamental e fundamentador - da Hermenêutica filosófica. Mostramos que a experiência, em última instância, é o que move e fundamenta o próprio filosofar e que, por isso, por ser 'classificada' como um princípio - no sentido de arch enquanto origem, ponto de partida - filosófico. No Capítulo II, mostramos como se efetiva e se realiza, hermeneuticamente, a experiência como fio condutor da Hermenêutica filosófica. Justificamos que a Hermenêutica possui um 'caminho', uma 'metodologia' própria, diferente, mais ampla, que o método determinado pelas Ciências naturais. Das muitas possibilidades 'metodológicas', optamos por duas: o jogo e o círculo hermenêutico. A 'estrutura' do jogo, como modelo estrutural da Hermenêutica filosófica, constitui-se numa retomada, num 'gancho', com nosso Capítulo I e porque Gadamer - na Parte II de Verdade e Método I e num artigo do Verdade e Método II - realizou uma reflexão sobre o mesmo. O segundo modelo estrutural da Hermenêutica filosófica que desenvolvemos é o círculo hermenêutico, por ser, talvez, 'a metodologia' mais conhecida e dita mais própria da Hermenêutica. No Capítulo III, mostramos que a linguagem constitui, junto com a experiência, o fio condutor central que caracteriza e fundamenta nossa tese segundo a qual a Hermenêutica filosófica é ontológica, ou seja, uma Ontologia que esta nasce do desenvolvimento daquela e não o contrário. Considerando que a """"linguagem só existe no um-com-o-outro do diálogo"""", mostramos que é o diálogo o que melhor articula, fundamenta e explicita nossa tese da Hermenêutica filosófica. A linguagem dialógica constitui a forma mais 'autêntica' de efetivação da Hermenêutica filosófica. No diálogo há uma simultaneidade entre o perguntar e o responder, há uma unidade interna entre dizer e ouvir e por esta razão defendemos a dimensão do 'ouvir' como uma exigência e condição central da Hermenêutica filosófica. Enfim, justificamos que a Hermenêutica filosófica, enquanto filosofia, veicula uma ontologia em que o ser é com os outros, é linguagem e que na expressão gadameriana 'ser que pode ser compreendido é linguagem' encontramos a metafísica implícita cuja tese central pode ser resumida na afirmação segundo a Hermenêutica é 'saber do quanto fica, sempre, de não dito, quanto se diz algo'.