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O DIREITO À EXPRESSÃO ARTÍSTICA NA CONSTRUÇÃO DA “PALAVRAMUNDO”: REFLEXÕES DE EXPERIÊNCIAS ENGENDRADAS DO CHÃO DA ESCOLA DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE FORTALEZA

Wesclei Ribeiro da Cunha, Eduardo Ferreira Chagas, Antonio Marcondes dos Santos Pereira

Autor
Wesclei Ribeiro da Cunha, Eduardo Ferreira Chagas, Antonio Marcondes dos Santos Pereira
Revista
Revista Dialectus
Edição
33 / 33
Ano
2024
DOI
10.30611/33n33id94075
Páginas
603-618
Idioma
pt
2024Wesclei Ribeiro da Cunha, Eduardo Ferreira Chagas, Antonio Marcondes dos Santos Pereira. O DIREITO À EXPRESSÃO ARTÍSTICA NA CONSTRUÇÃO DA “PALAVRAMUNDO”: REFLEXÕES DE EXPERIÊNCIAS ENGENDRADAS DO CHÃO DA ESCOLA DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE FORTALEZA. Revista Dialectus, v. 33, n. 33, p. 603-618, 2024.2

O presente artigo tem o objetivo de ampliar o debate acerca do direito à expressão artística para estudantes da rede pública de ensino como forma de construirmos oportunidades para uma educação emancipadora, as quais sejam inseridas no currículo, haja visto que a escola precisa estar articulada às práticas culturais e políticas da cidade. No que concerne à oportunidade e valorização de expressar-se por meio da Arte, seja a Pintura, a Literatura e outras modalidades, o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC) exerceu significativa contribuição para o encontro entre a escola e o patrimônio histórico-cultural da cidade, sobretudo no que tange às coleções do artista Descartes Gadelha, a partir das quais foram engendradas pesquisas e oficinas artísticas que permitiram a sensibilização do olhar para os invisibilizados da cidade, assim como suscitou a crítica para uma desnaturalização das desigualdades sociais de nossa tessitura social. Nesse sentido, pensar a escola e o processo democrático de aprendizado para a construção da “palavramundo” (Freire, 1990) pelos próprios educandos, é fomentar uma reflexão acerca do currículo enquanto um “território em disputa” (Arroyo, 2023), por ser ele o núcleo e o espaço central mais estruturante da função da escola. Por meio da “palavramundo” (Freire, 1990), verificamos um processo de recriação e produção de releituras de conhecimentos de nosso patrimônio histórico-cltural que interagem com experiências trazidas nas narrativas dos nossos estudantes, num processo de apropriação e transformação do qual resultam descobertas sobre a própria condição humana, que ampliam o próprio sentido do processo ensino-aprendizagem.